Quando o teclado e o monitor substituem o contato sexual
O sexo foi e, muito provável, sempre será motivo de curiosidade, excitação, êxtase , euforia e outros tantos adjetivos. Claro que o grau de cada um deles varia de acordo com a idade, sexo, meio etc.
Em todos os períodos históricos o sexo teve suas influências e particularidades, seja na idade da pedra, com uma certa violência e submissão, nas orgias dos grandes palácios medievais, ou até mesmo a partir das fotonovelas, na era dos folhetins e revistas românticas.
Com toda essa evolução e diversificação sexual, os meios sempre tiveram seu papel dentro dessas mudanças. Não há como negarmos uma grande modificação depois da chegada da internet. Impossível não participar dessa revolução, mesmo aqueles mais resistentes e conservadores. De alguma forma, suas vidas foram afetadas direta ou indiretamente.
Muitos se questionam se isso é bom ou ruim. Independente da resposta, o fato é que não somos mais os mesmos, ou talvez, sejamos sim os mesmos, só que transformados. Uns mais, outros, nem tanto.
E o que dizer sobre o sexo depois da entrada da internet? Mudou? É inegável uma grande mudança comportamental dentro desse universo tão complexo. Com a chegada da internet e das salas de bate-papo, o sexo ganhou outro aliado. Cada vez mais aumenta o número de pessoas a procura de relacionamentos através dos meio virtuais. As salas de bate-papo vivem lotadas. Basta entrar num desses provedores com chats sobre sexo para conferir. São inúmeras as pessoas em busca de uma relação virtual.
Alguns usam este meio como uma espécie de liberação dos desejos mais secretos e que não conseguiriam fazer no mundo real. Outros estão à procura apenas de uma conversa um pouco mais picante, que no fundo não têm coragem de fazer distante da tela. Medo, pudor, repressão religiosa. São vários os motivos.
Há também aqueles que sentem um imenso prazer em fazer sexo virtual. Como isso é possível? Simples, tem a maneira textual, em que duas pessoas estão conectadas e, numa conversa, começam a digitar frases excitantes, a se liberarem sexualmente através de fantasias, fetiches, palavras picantes, obscenidades. Neste caso o imaginário é o grande aliado ao que é escrito. O indivíduo começa a imaginar como é o outro, como ele se comporta, como o tocaria, o beijaria, enfim, como seria uma relação sexual com quem está do outro lado. Nem sempre este tipo de relação sexual termina em orgasmo. Muitas vezes a pessoa está apenas a fim de se excitar, se sentir desejada, bem quista, ou de despertar o prazer em alguém. Há também os que só querem se divertir.
Como eles não estão se vendo, nunca poderão garantir que o seu parceiro virtual chegou ao ápice, pois este pode muito bem estar mentindo. Mas tal fator não tem grande relevância neste tipo de relacionamento. O importante é se sentir bem e realizado.
Aliada com a possibilidade de conversar textualmente com pessoas de qualquer lugar do mundo, desconhecidas ou não, a webcam se torna elemento fundamental na relação virtual. Ela proporciona a visualização do outro. Neste jogo, a beleza e os gostos pessoais contam mais do que simplesmente trocar mensagens de texto.
Os envolvidos agora podem se excitar visualmente. Como? Mostrando seus órgãos genitais, se masturbando, se tocando, utilizando acessórios como vibradores, roupas sensuais, óleos... entre outros. Elementos estes que ajudam nesta festa sexual, onde algumas máscaras caem para dar lugar a outras.
Obviamente, uma das muitas vantagens de se relacionar virtualmente é não há absolutamente nenhum risco de contrair uma doença sexualmente transmissível, por não haver nenhuma transferência de fluidos corporais.
O sexo foi e, muito provável, sempre será motivo de curiosidade, excitação, êxtase , euforia e outros tantos adjetivos. Claro que o grau de cada um deles varia de acordo com a idade, sexo, meio etc.
Em todos os períodos históricos o sexo teve suas influências e particularidades, seja na idade da pedra, com uma certa violência e submissão, nas orgias dos grandes palácios medievais, ou até mesmo a partir das fotonovelas, na era dos folhetins e revistas românticas.
Com toda essa evolução e diversificação sexual, os meios sempre tiveram seu papel dentro dessas mudanças. Não há como negarmos uma grande modificação depois da chegada da internet. Impossível não participar dessa revolução, mesmo aqueles mais resistentes e conservadores. De alguma forma, suas vidas foram afetadas direta ou indiretamente.
Muitos se questionam se isso é bom ou ruim. Independente da resposta, o fato é que não somos mais os mesmos, ou talvez, sejamos sim os mesmos, só que transformados. Uns mais, outros, nem tanto.
E o que dizer sobre o sexo depois da entrada da internet? Mudou? É inegável uma grande mudança comportamental dentro desse universo tão complexo. Com a chegada da internet e das salas de bate-papo, o sexo ganhou outro aliado. Cada vez mais aumenta o número de pessoas a procura de relacionamentos através dos meio virtuais. As salas de bate-papo vivem lotadas. Basta entrar num desses provedores com chats sobre sexo para conferir. São inúmeras as pessoas em busca de uma relação virtual.
Alguns usam este meio como uma espécie de liberação dos desejos mais secretos e que não conseguiriam fazer no mundo real. Outros estão à procura apenas de uma conversa um pouco mais picante, que no fundo não têm coragem de fazer distante da tela. Medo, pudor, repressão religiosa. São vários os motivos.
Há também aqueles que sentem um imenso prazer em fazer sexo virtual. Como isso é possível? Simples, tem a maneira textual, em que duas pessoas estão conectadas e, numa conversa, começam a digitar frases excitantes, a se liberarem sexualmente através de fantasias, fetiches, palavras picantes, obscenidades. Neste caso o imaginário é o grande aliado ao que é escrito. O indivíduo começa a imaginar como é o outro, como ele se comporta, como o tocaria, o beijaria, enfim, como seria uma relação sexual com quem está do outro lado. Nem sempre este tipo de relação sexual termina em orgasmo. Muitas vezes a pessoa está apenas a fim de se excitar, se sentir desejada, bem quista, ou de despertar o prazer em alguém. Há também os que só querem se divertir.
Como eles não estão se vendo, nunca poderão garantir que o seu parceiro virtual chegou ao ápice, pois este pode muito bem estar mentindo. Mas tal fator não tem grande relevância neste tipo de relacionamento. O importante é se sentir bem e realizado.
Aliada com a possibilidade de conversar textualmente com pessoas de qualquer lugar do mundo, desconhecidas ou não, a webcam se torna elemento fundamental na relação virtual. Ela proporciona a visualização do outro. Neste jogo, a beleza e os gostos pessoais contam mais do que simplesmente trocar mensagens de texto.
Os envolvidos agora podem se excitar visualmente. Como? Mostrando seus órgãos genitais, se masturbando, se tocando, utilizando acessórios como vibradores, roupas sensuais, óleos... entre outros. Elementos estes que ajudam nesta festa sexual, onde algumas máscaras caem para dar lugar a outras.
Obviamente, uma das muitas vantagens de se relacionar virtualmente é não há absolutamente nenhum risco de contrair uma doença sexualmente transmissível, por não haver nenhuma transferência de fluidos corporais.
O sexo e o eu na webcam
Com a chegada da internet e a possibilidade de conexão com outros indivíduos, estando eles em qualquer parte do mundo, o sexo ganhou um novo meio tanto para encontros ocasionais somente para satisfazer o corpo - sem compromisso, e pela praticidade provável das partes nunca mais se verem - ou simplesmente pela prática “solitária-virtual”.
Nestas práticas cibernéticas, o indivíduo se sente liberto de seus pudores e mais a vontade para falar e fazer coisas que não teria coragem de fazer em outros ambientes. Talvez, possa-se dizer que ele expõe o seu verdadeiro eu, ou simplesmente ou eu que não lhe é habitual – pelo menos socialmente.
Diante de uma tela de computador, parece que o indivíduo se liberta de conceitos religiosos e familiares relacionados ao sexo. Na frente dela, se despe de pudores, moralismos e deixa aflorar seus desejos mais íntimos e secretos. O fato de estar se relacionando pela internet o faz ter a impressão de que aquelas pessoas também estão despidas de hipocrisias sociais, igualando-os, e também pelo fato de que não terão nenhum laço social ou afetivo – embora possa haver exceção - num jogo de criação de eus
A webcam possibilita ao indivíduo criar um cano de escape para a solidão. É como se a webcam se transformasse numa companheira fiel do sujeito trazendo companhias diversas e descartáveis num frenético e constante reality-show. Muitas vezes o indivíduo se torna escravo deste universo vicioso e, porque não dizer, nocivo. É a necessidade de ver e de ser visto. A câmera ligada somente não basta, ele tem a necessidade de saber que está sendo visto por alguém e, de preferência, que o número de espectadores seja sempre o maior possível, para que se sinta real, existente. É a necessidade de existir.
Por Everson Bertucci
Nenhum comentário:
Postar um comentário